Saramago contundente
Março 6, 2008
Con el final de la Inquisición no se extinguió el espíritu inquisitorial. Cada miembro de la Conferencia Episcopal es un inquisidor en potencia. A la Iglesia le gustaría volver a los felices tiempos de la alianza entre el trono y el altar. Entonces tendríamos al cardenal Rouco Varela en el papel de un Richelieu de vistas cortas aplicando, sin mirar a las consecuencias, las nefastas ideas de su mentor Ratzinger.
Na entrevista ao Público (.es)
Texto publicado em O Primeiro de Janeiro sobre a entrevista
Alheio à mini-polémica que se instalou em alguns jornais por causa do seu apoio ao PSOE e a Rodriguez Zapatero, José Saramago foi entrevistado pelo jornal espanhol Público, deixando entender as razões dessa decisão. Para ele, a coligação Esquerda Unida, que inclui o Partido Comunista de Espanha, “é vítima de uma lei eleitoral injusta e discriminatória”, que beneficia os dois partidos maioritários. Sobre ambos, a análise de Saramago é objectiva: um conseguiu grandes progressos sociais nos últimos quatro anos, daí que considere que nem sequer será “necessário explicar” porque decidiu integrar o grupo de intelectuais da Plataforma de Apoio a Zapatero; o outro partido, o PP, “a direita em geral, e a espanhola em particular, não conseguiu expulsar do seu ideário (se é que assim se pode chamar) a obsessão de que por cima de tudo está o seu apetite pelo poder”.
Saído há pouco tempo do hospital, e com um traço de “ironia” e com “a sabedoria que sempre o acompanha”, nas palavras de Concha de Ganzo, o escritor deita um olhar sobre a campanha, queixando-se que é muito longa. “Espanha está sempre em campanha. Esta começou há quatro anos e não teve um dia de descanso”, “é mais do mesmo”, diz. “O PP desmantelou as frágeis regras trazendo para um espaço público, que deveria estar reservado ao debate inteligente de ideias, uma luta sem escrúpulos nem dignidade”. Critica Rajoy, os que rodeiam o líder conservador e a cúpula católica, chegando a ironizar “boas coisas lhes ensinam no confessionário a estes exemplos de virtude…”
Para além da campanha, o Nobel apenas deixou duas respostas curtas. Que não pretende fazer futurologia em relação a Cuba e que o seu próximo romance terá o nome “A viagem do elefante/ El viaje del elefante”.

Março 7, 2008 at 8:35 am
Cardenal Richelieau……..¿Poco amigo de España?